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Reinaldo Martinazzo

Só um tolo testa a profundidade da água com os dois pés.

“Só um tolo testa a profundidade da água com os dois pés.” – Provérbio Ganês

No mundo dos negócios, ainda tem muita gente confundindo ousadia com imprudência.

Liderança não é sobre se jogar no desconhecido —
é sobre avançar com consciência, contexto e estratégia.

E é aqui que entra o Mentor Empresarial:
aquele que já atravessou o rio antes,
conhece onde há pedras, correnteza ou atoleiro,
e ajuda você a decidir onde pisar primeiro.

Um bom mentor não tira você da água.
Ele evita que você afunde.

Coragem sem leitura de cenário é salto.
Coragem com inteligência é direção.

Antes de dar o próximo passo, só reflita:
você está com coragem suficiente…
ou com contexto suficiente?

Reinaldo Martinazzo

Nesta semana em que celebramos o Dia do Professor, quero propor uma homenagem diferente. Durante 22 anos, entrei em salas de aula acreditando que ensinava Marketing, Liderança e Gestão. Quinze anos depois de uma dessas aulas, um ex-aluno me encontrou por acaso e me devolveu algo que eu já nem lembrava ter ensinado – mas transformado pela experiência, pelo contexto e pelo discernimento. Foi quando compreendi que algumas aulas não terminam quando o professor deixa a sala. Elas seguem viagem, encontram a vida e, algumas vezes, retornam muitos anos depois. O que volta? É sobre isso que escrevo em “Quando o Conhecimento Volta”.
Estamos vivendo uma era em que muitos acreditam que o futuro pertence às máquinas. Mas, ao observar mais profundamente o impacto da automação no trabalho, no consumo e na estratégia, fica claro que a tecnologia só cria vantagem quando é guiada por pessoas capazes de interpretar, sentir e decidir. Neste artigo, exploro porque a sensibilidade humana será o diferencial que definirá quem continuará relevante nos próximos anos.
Nunca tivemos tanto acesso a dados, sistemas e inteligência artificial. Ainda assim, decisões frágeis continuam sendo tomadas dentro de organizações cheias de profissionais competentes. O problema não está na tecnologia – está na dificuldade de transformar inteligência individual em sabedoria coletiva. Liderar na era da abundância talvez seja menos sobre acumular informação e mais sobre cultivar ambientes onde discernimento, maturidade e responsabilidade possam florescer.
Há quase cinquenta anos, uma ideia de Edward de Bono me acompanha: nada conserta um buraco cavado no lugar errado. Mas o que acontece quando o lugar estava certo e o terreno mudou? Ou quando nos tornamos tão competentes em cavar que deixamos de perguntar o que estávamos procurando? Mercados mudaram, ferramentas evoluíram e nossos desafios também. Talvez algumas das decisões mais difíceis não estejam em descobrir como cavar melhor, mas em reconhecer quando é hora de aprofundar, mudar de direção — ou simplesmente parar de cavar e olhar para cima.