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Reinaldo Martinazzo

Só um tolo testa a profundidade da água com os dois pés.

“Só um tolo testa a profundidade da água com os dois pés.” – Provérbio Ganês

No mundo dos negócios, ainda tem muita gente confundindo ousadia com imprudência.

Liderança não é sobre se jogar no desconhecido —
é sobre avançar com consciência, contexto e estratégia.

E é aqui que entra o Mentor Empresarial:
aquele que já atravessou o rio antes,
conhece onde há pedras, correnteza ou atoleiro,
e ajuda você a decidir onde pisar primeiro.

Um bom mentor não tira você da água.
Ele evita que você afunde.

Coragem sem leitura de cenário é salto.
Coragem com inteligência é direção.

Antes de dar o próximo passo, só reflita:
você está com coragem suficiente…
ou com contexto suficiente?

Reinaldo Martinazzo

Não é ao acaso que começamos o ano com este tema. Percebemos que a maioria dos líderes ainda tenta controlar o que já não é controlável. O futuro, porém, não pertence a quem manda — mas a quem interpreta. Esta reflexão é um convite para abandonar a lógica do gestor que administra o passado e assumir a postura do líder que enxerga além do nevoeiro.
O mundo nunca foi tão instável — e, paradoxalmente, nunca se planejou tanto como se ele fosse previsível. O Planejamento Estratégico, que deveria preparar organizações para lidar com a incerteza, passou a ser usado como um antídoto emocional contra ela. Não orienta o movimento. Apenas o congela. Este texto não é sobre novas ferramentas. É sobre a ilusão de controle que ainda sustenta muitos planos — e o preço silencioso que se paga por ela.
Mas, um dia, diante do espelho, encontrei o verdadeiro inimigo. Ele estava ali, bem à minha frente — silencioso, impassível, impossível de culpar.
A maioria dos líderes não erra na decisão — erra antes, na leitura. Goleman, Weick, Schein e Boyd já mostravam isso há décadas: quando a percepção falha, o resto vira reflexo automático. Inteligência Situacional não é intuição, é a capacidade madura de ler o ambiente antes de agir. Neste artigo, mostro por que líderes conscientes interpretam antes de decidir — e por que chefes reativos apenas reagem.